Sebastião Bugalho considera que sucesso do Governo de Montenegro é ser "brutalmente reformista"

Sebastião Bugalho considera que sucesso do Governo de Montenegro é ser "brutalmente reformista"

O eurodeputado acusou José Luís Carneiro de mentir quando afirmou que o Governo tinha casas prontas a habitar e que não as entregava.

RTP / Adicionar como fonte informativa

Em entrevista a Vítor Gonçalves no programa “Grande Entrevista”, Sebastião Bugalho, eurodeputado e porta-voz do PSD, disse que o grande sucesso do Governo de Luís Montenegro “é ser brutalmente reformista”.

“É um Governo de reformadores”, disse Bugalho, acrescentando que “o revés é que isso ainda não passou para a opinião pública e ainda não tocou na vida de todos os portugueses”. “Mas vai tocar”, garantiu.

Questionado sobre as recentes declarações de José Luís Carneiro, que acusou o Governo de ter casas prontas a habitar por entregar, o eurodeputado acusou o secretário-geral do PS de mentir.

“Não é por alguém mentir com cara séria que a sua mentira passa a ser séria”, disse, explicando que as casas em causa “não são casas para residir, mas sim casas para proteção social”. “Não tem nada que ver com a política de habitação do Governo”, acrescentou, afirmando que Carneiro “ou foi enganado ou está a tentar enganar os portugueses”.

Sobre o tema da imigração, Sebastião Bugalho diz que o PS “não soube gerir a imigração” e acusou o anterior Governo de omitir os verdadeiros números da imigração.

“Sabiam e não disseram a ninguém”, afirma. “Foi-nos vendida uma narrativa de convergência com a Europa do ponto de vista da economia e afinal continuávamos muito para trás”, declarou, lembrando que “a transparência não prescreve”.

“O PS foi o partido que fez mais para os imigrantes serem estigmatizados. Não soube integrá-los nem geri-los como devia”, acrescentou.

Questionado sobre o seu percurso no partido, Sebastião Bugalho disse que não tenciona deixar o Parlamento Europeu. “Estou empenhado em cumprir o meu mandato”, declarou, afastando também um caminho que o conduza até São Bento.

“Quanto mais tempo estou no Parlamento Europeu e conheço ex-primeiros-ministros, mais percebo que essas funções de liderança e de protagonismo decisional não são para qualquer um. E eu estou convencido que não são para mim”, asseverou.
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